- Nunca guarde
o cartão e a senha no mesmo lugar. De preferência, procure memorizar
sua senha e guarde uma cópia em casa.
- Cuidado com desconhecidos:
ninguém dá nada a ninguém. Por isso, desconfie de todos que lhe oferecem
vantagens demais. Não aceite ajuda de pessoas desconhecidas, mesmo
que estejam dentro de uma agência bancária. Funcionário de banco sempre
usa crachá, com identificação.
- Na fila do caixa
eletrônico, não deixe que ninguém fique de olho na sua operação no
caixa. Fique alerta à aproximação de estranhos. Os malandros preferem
idosos como vítimas ou pessoas que tenham dificuldades em lidar com
equipamentos eletrônicos. Em caso de dificuldade, peça ajuda a um
funcionário do banco e nunca a estranhos.
- Ao digitar sua
senha coloque sempre o corpo bem junto ao teclado. Ao sair do caixa
sempre apague os dados, digitando a tecla: fim.
- Tome cuidado
com trombadas com outras pessoas. Aquilo que aparentemente é um acidente,
quase sempre é coisa de malandro querendo desviar sua atenção. Eles
aproveitam seu descuido ou a queda do cartão no chão para trocá-lo.
Nunca saia do banco sem observar se o cartão devolvido é o seu.
- Fique de olho
na sua conta. Acompanhe sempre o saldo e toda movimentação bancária.
Confira os extratos em sua casa e fique de olho. Se houver qualquer
saque anormal, avise o seu banco.
- Ao utilizar caixas
eletrônicos, dê preferência aos instalados em locais movimentados
e seguros. Evite o período noturno.
- Cuidado com história
triste: muitos malandros enganam as pessoas contando histórias de
tragédia familiar. No meio do papo, eles propõem transferir dinheiro
para sua conta para depois sacar. O que parece uma vantagem é golpe.
Ninguém dá nada a ninguém, muito menos estranhos.
- Fique de olho
ao efetuar um pagamento com cartão de crédito. Procure acompanhar
o processo e sempre confira todos os dados e o seu cartão.
- Quando o vendedor
passar o cartão pela máquina e amassar a fatura para jogar fora, alegando
erro, exija que rasgue em pedaços a fatura anulada. Se for uma maquininha
eletrônica, cuidado: seu cartão pode ter sido passado mais de uma
vez.
- Quando a fatura
é manual, exija a devolução do carbono. Os dados de seu cartão sempre
ficam gravados.
- Ao viajar para
o exterior, tenha os mesmos cuidados. A malandragem está globalizada.
Fraudes
mais comuns :
Cartões
duplos ou cópias clonadas:
Os malandros
imitam as imagens impressas e gravam os dados copiados de um cartão válido.
Eles só não fazem a gravação magnética. Para descobrir o golpe, o vendedor
tem que ficar atento ao cartão. Normalmente, essas cópias são de qualidade
inferior aos originais. Por isso, fique de olho na tarja de segurança
do cartão, nas letras, nas figuras e, principalmente, no holograma
que é aquela figura quase sempre colocada acima da marca do cartão, reflexiva,
e que muda conforme a posição em que se olha. Conferir a assinatura não
resolve, porque é o bandido que a faz.
Uma outra
forma um pouco mais sofisticada : o malando, além de falsificar
os dados, conforme o que descrevemos acima, grava os dados da tarja magnética.
Esse jeito de falsificar exige equipamentos. Mas é fácil para quadrilhas
especializadas. Nesse caso, só a senha do cartão não é copiada. Dessa
maneira é mais difícil se descobrir a imitação do cartão.
Outros
golpes:
- Malandros
se passam por comerciantes e até montam lojas para aplicar golpes.
Gravam os dados do cartão de crédito em cartões telefônicos e usam
máquina de impressão manual de fatura para cometer o crime. O prejuízo
só é descoberto quando o dono do cartão recebe a fatura.
- O usuário do cartão deve redobrar a
atenção ao usar o caixa eletrônico. O bandido enfia no bocal de recepção
do cartão um plástico que fica preso, inviabilizando outras operações.
A vítima não consegue fazer seu saque e nem usar o telefone de emergência,
cortado pelos golpistas. Logo aparece alguém querendo ajudar e oferece
o telefone celular para um contato com o pessoal do banco. "Gentil",
faz ele mesmo a ligação. Só que, do outro lado, normalmente está uma
mulher, comparsa do malandro. Ela ouve a reclamação, pede alguns dados
e, no final da conversa, solicita que a vítima, por medida de precaução,
digite a senha, que fica na memória do telefone. Quando o dono do
cartão vai embora, achando que seu cartão está bloqueado, ele é retirado
pelos bandidos que, de posse da senha, fazem o saque desonesto. Esse
golpe é aplicado em caixas eletrônicos que obrigam a introdução do
cartão.
Como
proceder ao ser vítima de um golpe de cartão:
Quando
receber uma fatura ou saque que não fez, com cartão de crédito ou débito,
avise o banco e peça providências. Explique tudo o que aconteceu, por
escrito, e se possível, registre uma Ocorrência Policial (B.O.).
Se a
administradora do cartão demorar para dar a resposta, reclame no Procon (tel.: 151).
Lembre-se: você não é culpado pelo saque ou compras ilegais. Nesse caso,
cabe uma ação judicial.